Explicando os modelos de parafusos, roscas e conectores

O conceito de alimentador foi emprestado da área de suprimentos, e acabou se difundindo em atividades mecânicas, elétricas e industriais. Assim, alimentar uma linha de produção é sinônimo de suprir meios para dar vazão ao resultado esperado.

E mais, considerando que uma linha de produção apresenta custos proporcionais ao tempo, a intenção é evitar as paradas devidas à falta de matéria prima. É dentro deste conceito que funciona a Rosca infinita para alimentador

“Alimentando” equipamentos

É frequente a necessidade de manter equipamentos supridos com matéria-prima básica, caso, por exemplo, de extrusora ou injetora de plástico, que recebem o mesmo granulado, e deve foiçá-lo para a área de preaquecimento, seguindo então para a pressurização, no perfil de extrusão ou no molde.

O sistema de Barra rosca infinita geralmente se aplica aos granéis (ou pastas), que, uma vez particulados, perdem a característica de sólidos, tendendo a se comportar como fluidos.

Supondo que as folgas entre a rosca e seu casulo sejam mínimas, uma vez a rosca girando, a maior parte do granel será impulsionado na direção e no sentido do avanço da rosca.

Mesmo sendo parcialmente compressível, esse fluido granulado apresenta pressão, que se propaga adiante, impulsionando o granel em direção do preaquecimento. É a Rosca sem fim cumprindo sua função.

Conectores

O problema de se conectar equipamentos à rede de distribuição de energia existe desde que a referida distribuição começou, idealizada por Thomas A. Edison.

No momento em que a população precisou de mobilidade em suas luminárias e abajures, a questão de conexão e desconexão apareceu.

A partir do momento em que pessoas sem conhecimento de eletricidade passaram a necessitar de manipular circuitos elétricos, o sistema as tornou expostas multiplamente a choques elétricos e a curtos-circuitos.

O padrão que se tornou universalmente aceito é o de tomada em forma de Conector fêmea: os contatos ficam ressecados, com acessibilidade mínima para os organismos dos usuários.

Isso é essencial, considerando que parte da instalação é aterrada, como um modo de proteção contra curtos-circuitos e descargas atmosféricas, mas com a contrapartida de exposição a choques elétricos.

Já o componente que possibilita ligar os equipamentos às tomadas, que é denominado plugue (do inglês, plug), é o Conector macho, cujos terminais entram simultaneamente na tomada.

Os dois terminais do circuito são mecanicamente vinculados, de modo que ambos sejam introduzidos simultaneamente.

Explica-se: caso somente um dos terminais esteja conectado, o outro terminal pode fechar circuito por meio do corpo do usuário em contato com a estrutura do imóvel, gerando choque elétrico.

A partir da tomada de energia, as vantagens da conexão múltipla ficaram óbvias e, embora em formatos diferentes, passaram a ser usados em áudio, em vídeo, em antenas e RF, em sinalização de controle, em instrumentação, e em telefonia, em eletrônica, e as aplicações só tem feito aumentar. Seguem alguns tipos e descrições:

  • BNC: uso em instrumentação;
  • RCA: Coaxial de áudio e vídeo composto;
  • P2 estéreo: áudio para fones de ouvido;
  • Pentapolar: áudio DIN;
  • RJ11: Múltiplo 4 vias para telefonia;
  • RJ45: Múltiplo 8 vias para redes LAN/WAN.

A analogia de gêneros com a natureza se tornou óbvia e intuitiva. O que não significa necessariamente que conectores fêmea sejam fixos em estruturas, nem que conectores macho sejam montados em cabos.

É frequente que interpenetração ocorra multiplamente, em nível de isoladores e de contatos, mas o “gênero” de cada conector é definido exclusivamente pela parte condutora. No caso de conectores com padrões múltiplos integrados, a questão de gênero deixa de fazer sentido, e de ter relevância.

Um setor que exige tratamento diferenciado é o de Conectores automotivos. Explica-se: ambiente veicular é constantemente sujeito a vibrações, solavancos e impactos, a começar da motorização, que pode gerar vibrações variando entre 10 e 120Hz, e em motores mais refinados, até 500 Hz. Vibrações podem gerar fadigas nos materiais, sejam metais, sejam isolantes.

A tendência à fadiga se manifesta mais em alguns materiais que em outros, e isso deve ser pesquisado em laboratório.

Tipos diferentes de geometrias, de composições de contatos, de acabamentos, de modos de travamento, de usos, e tipo de prensa-cabos, de amarrações, de cabos com índices de flexibilidade diferenciados, evitando que conectores e cabos entrem em ressonância com a vibração resultante.

A necessidade de conexões confiáveis (pneumáticas e elétricas) se propagou do setor ferroviário para o automotivo, deste para o aeronáutico, e depois para o balístico, e finalmente para o espacial, no final da década de 1950. De fato, a eletrônica muito se beneficiou do que a tecnologia espacial produziu.

Ainda hoje, microprocessadores utilizam soquetes de confiabilidade extremamente elevada para se conectar às placas-mãe.

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