A tecnologia e os equipamentos pneumáticos

Algumas ferramentas são tão práticas e indispensáveis que o nicho de produção em que elas se encontram acaba abastecendo vários segmentos industriais, graças à universalidade de suas soluções.

É, sem dúvida, o caso dos equipamentos pneumáticos. Por meio de filtros, comandos e válvulas de vários tipos de formatação técnicas esses dispositivos vêm atendendo uma gama enorme de setores industriais.

Os principais são os seguintes:

  • O setor mecânico;
  • A construção civil;
  • O setor químico;
  • O setor agrícola;
  • A área de alimentação;
  • O setor petrolífero;
  • O setor automobilístico;
  • O setor de artesanato, etc.

Neste artigo, vamos entender um pouco melhor o funcionamento de alguns dos dispositivos que são indispensáveis a todas essas áreas.

Para que serve a tecnologia pneumática?

Certamente, uma das máquinas mais conhecidas da área pneumática é o compressor de ar Schulz. Sua engenharia é simples, tanto em termos de confecção quanto de manutenção, mas sua usabilidade é incrivelmente prática e eficiente.

A engenharia que constitui sua ideia básica é esta: a transformação da força da energia elétrica em ar comprimido. Ou seja, em disparos de ar que têm uma força que o ser humano jamais atingiria.

O incrível é que, além de ser aplicado em indústria pesadas, esse tipo de compressor ainda atende demandas menores e mais segmentadas. Graças, sobretudo, à possibilidade de customização do equipamento, que atua com várias forças de pressão e disparo.

Mais recentemente, não é raro encontrá-los presentes em consultórios odontológicos e em outras áreas de enfermagens. Bem como em soluções da área da saúde e estética corporal.

Por outro lado, existem aplicações praticamente artesanais do compressor. Nesse caso, ele é voltado para oficinas de bairro, como na loja do mecanico, do pintor, do serralheiro, etc. Ou mesmo para finalidades domésticas, que podem ir de encher pneus a outros serviços semelhantes.

Os modelos mais tradicionais são os seguintes:

  • Os compressores de pistão;
  • Os compressores de diafragma;
  • Os compressores de descarga;
  • O compressor parafuso;
  • Os compressores de palheta;
  • Os compressores de lóbulos;
  • Os compressores herméticos, etc.

Adiante, veremos o exemplo de um dos mais profissionais e industriais deles.

Mais sobre o compressor parafuso

O compressor de ar de tipo parafuso nada mais é que uma máquina especialmente fortalecida em sua engenharia.

O papel dessa resistência redobrada é suportar ambientes hostis de trabalho, como são os de uma rotina de indústria pesada. Esse exemplo é bastante interessante para ilustrar a versatilidade desses equipamentos.

Suas carcaças são mais fortes, seus motores contam com mais potência, e tudo é projetado de tal modo que os disparos de ar possam ocorrer em uma jornada de 24 horas por dia, em temperatura ambiente de até 45 graus Celsius.

Além do mais, e justamente por contar com jornadas tão elevadas, sua parte elétrica lida com vários dispositivos de ponta de linha em termos de economia e redução de gastos de energia.

Foi nessa área que surgiu o famoso termo hp (horse-power), que significa “força de cavalo”. Trata-se de uma unidade de medida que lida com a força pneumática e, ao mesmo tempo, a resistência ao calor e ao vapor.

O compressor parafuso suporta as seguintes oscilações:

  • De 2hp a 10hp;
  • De 20hp a 50hp;
  • De 100hp a 200hp;
  • De 200hp a 250hp.

O universo dos analisadores de gases

Outro dispositivo bastante presente na indústria moderna, que conta com tecnologias igualmente simples e indispensáveis, e que tem forte relação com a pneumática, é o analisador de gases.

Apesar da confusão que costuma ser feita, especialmente por quem não é da área ou ainda está se introduzindo nela, esses analisadores não cumprem o papel de um detector de gás.

Os detectores têm o papel de controlar uma rede de gás, a fim de evitar que válvulas e pontos de encontro apresentem pequenos vazamentos que poderiam ser imperceptíveis pela perícia humana.

Já os analisadores são instrumentos voltados para a produção exclusiva de gases oriundos de combustão. Tanto que a sigla do seu nome técnico completo é AGC, ou seja, Analisador De Gás De Combustão.

Os gases mais comumente analisados são os seguintes:

  • Gás de tipo O2;
  • Gás de tipo CO;
  • Gás de tipo NO;
  • Gás de tipo NO2;
  • Gás de tipo SO2, etc.

Nesse caso, diferentemente dos compressores que são de uso mais universal e menos técnico, recomenda-se fortemente que a manipulação seja operada apenas por profissionais habilitados.

Tanto é assim que a própria ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) já emitiu as diretrizes que regulam esse setor.

A mais famosa é a NBR-15923, que lida com toda a parte de inspeção de rede de distribuição interna de gases.

Essa foi a importância da tecnologia e dos equipamentos pneumáticos para a indústria, que abastecem vários dos segmentos industriais em razão da sua versatilidade e essencialidade.

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